Os portugueses precisam de visto para trabalhar no Dubai?
Sim. Para trabalhar é preciso visto de trabalho, pedido pela empresa que contrata. O visto de turista não permite trabalhar.
Sou brasileira e vivo no Dubai desde 2015. Hoje lidero um grupo imobiliário com mais de 100 corretores de 42 nacionalidades, e muitos deles são portugueses. Esta página responde ao que os portugueses mais perguntam antes de virem trabalhar para cá.
Podem, e de forma legal. O português entra no Dubai como turista sem visto prévio, mas o visto de turista não permite trabalhar. Para trabalhar é preciso um visto de trabalho, e quem o pede é a empresa que contrata: regista o contrato no Ministério de Recursos Humanos e Emiratização, faz o pedido do visto e, depois do exame médico e da biometria, o trabalhador recebe o Emirates ID. O visto de trabalho padrão vale dois anos e é renovado pela empresa.
A ordem certa é esta: primeiro a proposta, depois a mudança.
Os portugueses estão bem colocados em hotelaria e restauração, aviação, saúde, engenharia e construção, tecnologia, futebol e desporto, e no imobiliário. Enfermeiros e médicos portugueses trabalham no Dubai depois de obter a licença da Dubai Health Authority; o processo é exigente, mas o caminho existe.
Para procurar: o LinkedIn é a ferramenta número um no Dubai. Perfil em inglês, cidade Dubai, candidaturas diretas no site das empresas. Uma regra que protege: pela lei dos Emirados, uma agência de recrutamento não pode cobrar ao candidato para arranjar emprego. Se alguém pediu dinheiro por uma vaga, é burla.
Não existe um salário mínimo único no setor privado do Dubai. O valor é o do contrato, em dirhams (AED). Compare o pacote completo: salário base, habitação, transporte, viagem anual e seguro de saúde. Não há imposto sobre o rendimento do trabalho da pessoa singular nos Emirados. Ao fim de um ano de trabalho há direito a 30 dias de férias por ano, e ao sair recebe-se uma indemnização de fim de contrato calculada sobre o salário base.
No Dubai não há IRS sobre o salário. A questão está do lado português: os Emirados constam da lista portuguesa de regimes fiscais mais favoráveis, e quem muda a residência para um país dessa lista pode continuar a ser tratado como residente fiscal em Portugal durante alguns anos, salvo razões que o justifiquem, como um contrato de trabalho. Antes de mudar, fale com um contabilista em Portugal. Explico o lado dos Emirados em residência fiscal em Dubai.
Não existe reforma pública para estrangeiros no Dubai. O que o trabalhador recebe é a indemnização de fim de contrato. Quem vem trabalhar deve planear a reforma por conta própria, e é aqui que muitos portugueses começam a investir em imobiliário.
É a área em que vejo mais portugueses crescerem. O agente imobiliário no Dubai trabalha com registo oficial, e não precisa de diploma reconhecido para começar. Precisa de inglês funcional, disciplina e uma empresa com estrutura. Em 2025, o Dubai Land Department registou 32.294 corretores, 13.083 deles novos. O comprador português quer ser atendido na sua língua, por alguém que perceba como ele decide.
Se quer saber se esta carreira é para si, comece por corretor de imóveis em Dubai e vale a pena ser corretor em Dubai.
Vale para quem vem com projeto. Custa caro em renda de casa e escola, e sai barato em impostos sobre o salário. O calor do verão e a distância da família pesam. A cidade recompensa quem trabalha e cobra a quem chega sem plano. Leia também Dubai é seguro e morar em Dubai.
Se quer trabalhar no imobiliário no Dubai, fale comigo pelo botão abaixo.
Sim. Para trabalhar é preciso visto de trabalho, pedido pela empresa que contrata. O visto de turista não permite trabalhar.
Currículo e LinkedIn em inglês, candidaturas diretas nas empresas e documentos tratados antes da mudança. Nunca pague para conseguir uma vaga.
Não há imposto sobre o rendimento do trabalho da pessoa singular nos Emirados. Do lado português, confirme a sua residência fiscal com um contabilista.
Não. A secção consular fica na Embaixada de Portugal em Abu Dhabi.
Não. As famílias escolhem escolas internacionais, e o Instituto Camões oferece ensino de português à distância.
Pode, com registo oficial de corretor, inglês funcional e uma empresa com estrutura.
Mariane Nunes é CEO e fundadora do NAHY Group, brasileira radicada em Dubai desde 2015.
Sua atuação integra mercado imobiliário, estruturação empresarial e apoio a quem escolhe os Emirados para viver ou investir.